sexta-feira, 23 de junho de 2017

Aves das Galápagos recorrem às flores devido à falta de insetos



Um estudo desenvolvido por investigadores de Portugal, Espanha, Equador e Dinamarca concluiu que as aves das ilhas Galápagos estão a recorrer às flores para compensar a falta de insetos, anunciou a Universidade de Coimbra.

"Aves das Galápagos incluem mais de 100 espécies de flores na sua dieta, para compensar a falta de insetos, revela um estudo internacional", afirma a Universidade de Coimbra (UC) numa nota divulgada esta terça-feira.

A investigação, que acaba de ser publicada na revista "Nature Communications", do grupo "Nature", mostra, "pela primeira vez", que, "afinal, estas aves, incluindo os famosos tentilhões de Darwin, também se alimentam em larga escala de néctar e pólen", acrescentando "uma nova peça na compreensão da ecologia das espécies insulares", sublinha a UC.

Até agora, "a história da ecologia e evolução das aves" daquelas ilhas do Pacífico "contava-se essencialmente com a necessidade de se alimentarem de insetos e sementes".

A principal novidade do estudo, destaca a UC, consiste no facto de "praticamente todas as aves" do arquipélago adotarem a mesma estratégia, "alimentando-se massivamente de flores ao longo de todo o ano e em todas as ilhas, independentemente da dieta típica dos seus antepassados, vindos da América do Sul".

A mudança observada "introduz uma nova peça que pode ser muito importante no puzzle que é a evolução e a ecologia das espécies insulares", sustenta Ruben Heleno, investigador do Centro de Ecologia Funcional da UC e um dos especialistas envolvidos na pesquisa.

"A escassez de insetos obrigou muitos animais tipicamente insetívoros e granívoros a incluírem na sua dieta recursos florais mais abundantes, como pólen e néctar", afirma Ruben Heleno, considerando que "este alargamento na dieta leva a que as aves das Galápagos se tornem massivamente mais generalistas, consumindo uma diversidade de flores muito maior do que a das aves na América continental".

Mas a investigação também expõe as fragilidades do ecossistema das ilhas Galápagos, sustenta o especialista.

"As aves ganham um recurso alimentar e, simultaneamente, as flores beneficiam porque são polinizadas pela ação das aves, podendo assim produzir mais frutos e mais sementes", mas o fenómeno também representa "uma ameaça, uma vez que, ao visitar e polinizar as plantas introduzidas pelo Homem nestes frágeis ecossistemas insulares, as aves podem acelerar a progressão de plantas invasoras e a destruição dos habitats únicos das Galápagos", nota Ruben Heleno.

Desenvolvido ao longo de quatro anos, por uma equipa multidisciplinar de investigadores de Espanha, Equador, Dinamarca e Portugal, através do Centro de Ecologia Funcional da UC, o estudo "procedeu à identificação dos grãos de pólen transportados no bico de aves de 19 das 23 espécies existentes nas Galápagos".

No âmbito deste trabalho foram capturadas e libertadas, após a colheita do pólen, mais de 700 aves e a informação recolhida foi depois processada com recurso a técnicas de análise de redes complexas, adianta a UC na mesma nota.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Seis milhões de árvores plantadas através de buscas na internet


“Donald Trump”, “Óscares 2017”, “Emma Watson”, “Festival da Canção”. A pesquisa de expressões ou até de perguntas é uma tarefa comum do quotidiano. Um acto quase mecânico, sem importância, que não merece reflexão. Mas, e se cada clique fizesse a diferença? Uma pequena empresa sediada na Alemanha tornou isso possível.

Fundada por Christian Kroll, em Dezembro de 2009, o Ecosia é um motor de busca amigo do ambiente, disponível para telemóveis e também em versão desktop. A premissa do projecto é doar pelo menos 80% das receitas geradas através de anúncios publicitários a projectos de reflorestação. Agora, ao atingir a marca das seis milhões de árvores, o próximo e ambicioso objectivo é o de plantar outras mil milhões até 2020.

A empresa alemã colabora actualmente com quatro programas de reflorestação no Peru, Burkina Faso, Madagáscar e Indonésia. Para comprovar os resultados, a empresa publica no seu site relatórios financeiros mensais, bem como vídeos e fotografias do trabalho desenvolvido. A responsável de comunicação do Ecosia diz que “tornar visível o impacto positivo que eles [os utilizadores] nos ajudam a atingir” é também uma maneira de solidificar a relação de confiança com os consumidores.

De acordo com dados fornecidos por Jacey Bingler, a empresa tem neste momento quase cinco milhões de utilizadores. Apesar de a maioria pertencer a países de língua francesa ou alemã, Bingler destacou o facto dos utilizadores portugueses terem triplicado nos últimos meses.

Mas como decidem onde plantar as árvores? Para ter a certeza que “cada euro investido tem o maior impacto positivo possível”, Pieter van Midwoud explica que a empresa rege-se por um conjunto bem definido de regras e directrizes. O responsável pela supervisão de todo o processo de plantação das árvores diz que o objectivo dos projectos de reflorestação é restaurar o ambiente, mas também melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem nas zonas afectadas desflorestação.

A empresa, explica van Midwouw, assume como áreas prioritárias de intervenção “as mais pobres do mundo, onde se pode fazer uma diferença maior na vida das pessoas”. E, ao mesmo tempo, as que são qualificadas como "hotspots de biodiversidade", seguindo o conceito estabelecido pelo ecologista britânico Norman Myers: "Áreas do nosso planeta que possuem espécies vegetais e arbóreas que são completamente únicas a essa região, mas que estão criticamente ameaçadas devido à forte deflorestação causada pela agricultura, cortes ilegais de madeira, mineração, entre outros”, explicou. 

No entanto, explica Bingler, também está a ser analisada a colaboração com organizações europeias. "É possível que, num futuro próximo, comecemos a plantar árvores na Europa"..

Em Dezembro de 2016, a Quercus alertou para dados que indicam que Portugal é o 4º país do mundo com maior taxa de desflorestação, com uma perda de 24,6% entre os anos de 2001 e 2014. No topo da lista de países com maior perda no mesmo período está a Mauritânia com 99,8%, seguido do Burkina Faso com 99,3% e Namíbia com 31%. Os dados são da Global Forest Watch (GFW), uma rede internacional de monitorização do fenómeno.

“Entre 2001 e 2014, Portugal perdeu 566.671 hectares de floresta e, entre 2001 e 2012, ganhou 286.549 hectares, o que revela menos 280.122 hectares de área florestal”, pode-se ler no comunicado da Quercus. “A situação é mais preocupante para o nosso país pois apenas três países apresentam pior desempenho do que Portugal, e todos eles têm vastas regiões desérticas e ou estão na orla de desertos.”


Para tentar combater a evolução da desflorestação em Portugal, António Costa anunciou na passada quarta-feira que a reforma florestal arrancará já no dia 21 deste mês. No encerramento da cerimónia que assinalou o “Dia da Protecção Civil”, o primeiro-ministro sublinhou a necessidade de tomar atitudes mais rigorosas.

"Infelizmente, estes últimos dez anos não foram devidamente aproveitados. Podemos até ter excelentes meios de combate aos incêndios florestais, mas, ou fazemos agora aquilo que não foi feito nos últimos dez anos ao nível da prevenção estrutural, ou os riscos serão sempre crescentes e os meios sempre crescentemente insuficientes", avisou.

Informação retirada daqui
Texto editado por Pedro Guerreiro

sábado, 17 de junho de 2017

Afinal, o Amazonas é muito mais velho do que se pensava


O rio Amazonas tem pelo menos nove milhões de anos, contrariando estudos anteriores que apontavam para 2,6 milhões, segundo um trabalho das universidades de Amesterdão e Brasília.

De acordo com o estudo publicado na revista Jornal Global and Planetary Change, a equipa de investigadores fez uma análise a sedimentos retirados de um furo de exploração de hidrocarbonetos ao largo do Brasil, situado a 4,5 quilómetros abaixo da superfície do mar. Essa análise mostrou uma diferença na composição sedimentar de resíduos de plantas que remontam ao Mioceno Superior, há cerca de 9,4 milhões de anos.

Estas novas datas contradizem anteriores informações sobre a idade do Amazonas. Estimativas recentes apontavam para que o rio tivesse 2,6 milhões de anos. Num estudo mais antigo estimava-se que tivesse entre um a 1,5 milhões de anos. Este é agora o primeiro que aponta para que o rio Amazonas tenha, no mínimo, nove milhões de anos.

A equipa diz que conseguiu determinar com mais precisão o início da formação deste rio graças ao estudo de amostras obtidas do “leque submarino” do Amazonas, que é a acumulação de sedimentos, precisamente em forma de leque, que foram transportados para o mar pelo rio e cujos depósitos permitem traçar a sua história evolutiva.

O estudo também descobriu como é que a flora da região do Amazonas se foi alterando, especialmente na época que antecede o Pleistoceno, marcado pelas descidas drásticas de temperatura. “Os nossos novos dados confirmaram que o rio Amazonas é mais velho, mas também apontam para uma expansão de prados durante o Pleistoceno que não era conhecida antes. A pesquisa subsequente na terra e no mar pode dar mais respostas, mas requerem investimento em termos de perfuração continental e marítima”, disse a principal autora do artigo científico, Carina Hoorn, do Instituto para a Biodiversidade e Dinâmica do Ecossistema da Universidade de Amesterdão, em nota de imprensa.

O Amazonas contribui para um quinto do total de água doce dos oceanos a nível global. É, também, o rio com a maior bacia de drenagem do mundo. A história do Amazonas e da sua bacia de drenagem têm sido difíceis de desvendar e têm-se revelado um verdadeiro desafio para os investigadores. O registo marinho que existe é completo, mas de difícil acesso. O registo continental é escasso e fragmentado.

No entanto, é importante conhecer as alterações pelas quais o Amazonas já passou. Não só porque há uma grande franja de população, na América do Sul (e não só), a depender deste rio, mas também porque estas informações podem traçar padrões de alterações climáticas a nível global que importa conhecer.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Desempenho acústico gera novas espécies de cigarras



O processo evolutivo das cigarras enveredou pela comunicação acústica e a diversificação dos seus cantos poderá estar na origem do aparecimento de novas espécies, segundo investigações de biólogos portugueses.

Três estudos publicados em revistas internacionais da especialidade revelam novas características destes insectos, reconhecíveis pelos seus grandes olhos e pelo talento acústico dos machos nos dias de maior calor, cujo volume de som pode chegar aos cem decibéis. São os insectos com maior esperança de vida: podem atingir 17 anos.

"A investigação tentou comparar a evolução de algumas espécies de cigarras ao longo de várias gerações, a níveis morfológico, genético e comportamental", explicou José Alberto Quartau, um dos responsáveis da investigação, da Universidade de Lisboa.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fotografia: Polyommatus Icarus

sábado, 22 de abril de 2017

Imagens de Animais

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Imagens de Animais

terça-feira, 18 de abril de 2017

Imagens de Animais

domingo, 16 de abril de 2017

Imagens de Animais

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Imagens de Animais